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Publicado em UNIVALE - Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (www.univale.com.br)

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A convite da Univale, delegado Gustavo Dante ministra palestra para acadêmicos de Direito

O delegado da 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, Gustavo Dante, ministrou uma palestra, na quinta-feira, dia 27 de outubro, na Câmara de Vereadores, onde abordou o tema: “Investigação Criminal e o Sistema Prisional”.

O convite partiu da coordenadora do curso de Direito da Univale – Faculdades Integradas do Vale do Ivaí, Silvana Cristina Cruz e Melo, com o objetivo de apresentar a rotina e o trabalho de um delegado de Polícia Civil, visando orientar os acadêmicos do 4º e 8º semestre acerca da escolha profissional.

Gustavo Dante iniciou agradecendo à coordenação e ao corpo docente do curso de Direito, pela oportunidade de mostrar como é realidade da Polícia Civil e explicar algumas experiências relacionadas à investigação criminal, assim como analisar o sistema prisional brasileiro.

Na ocasião, o delegado mostrou imagens da carceragem de Ivaiporã, que foi construída há cerca de 40 anos, comparando aspectos ligados à Associação de Proteção de Assistência aos Condenados (Apac) de Barracão, onde esteve no dia 22 de outubro, também a convite da Univale e da juíza do Fórum da Comarca de Ivaiporã, Adriana Marques dos Santos.

Gustavo Dante também explicou o que o levou a fazer concurso para delegado, incentivando àqueles que pretendem seguir caminho semelhante a se dedicar aos estudos. “Amo a minha profissão! Por isso, procuro desempenhar da melhor maneira possível visando solucionar crimes e reduzir a criminalidade na Comarca de Ivaiporã”, justificou o delegado.

Caso Carina

Exemplos práticos e recentes que exigiram diversas linhas de investigação foram apresentados pelo delegado Gustavo Dante. No dia 25 de agosto, Carina Teixeira, 29 anos, que residia em Ivaiporã, desapareceu após levar o filho (3 anos) a creche. A família registrou Boletim de Ocorrência, posteriormente o delegado instaurou inquérito policial, investigou diversas pistas e solicitou perícias no carro da vítima, que foi assassinada pelo ex-marido Miraldo Pedreira, 33 anos.

O corpo de Carina Teixeira foi localizado pela Polícia Civil, Corpo de Bombeiros – e com apoio da Polícia Militar, no dia 12 de setembro, numa fossa seca localizada no sítio onde o casal residiu com dois filhos, entre Jardim Alegre e Ivaiporã. O assassino confessou o crime, no dia 16 de setembro, e se encontra preso na carceragem da 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã.

O Caso Carina chocou a sociedade e ganhou repercussão nacional especialmente quando Miraldo Pedreira contou que jogou a ex-mulher viva na fossa seca.

“Não existe uma receita para conduzir uma investigação, e sim pistas. Também são necessários força de vontade, perseverança e sorte para se chegar ao autor de um crime”, esclareceu o delegado.

Quanto à diferença entre cadeia, penitenciária e Apac, o delegado Gustavo Dante lembrou que a penitenciária ressocializa 14% dos presos condenados. Por outro lado, a cadeia não ressocializa, enquanto o índice de sucesso em Apac é de 90%. Inclusive, o Paraná é referência para outros Estados, uma vez que a Apac – também fundada em Ivaiporã, propõe a humanização do sistema carcerário e efetivação dos direitos humanos. Entre as vantagens da Apac constam o baixo índice de reincidência e o envolvimento da comunidade.

A coordenadora de implantação de Apac é a juíza da Comarca de Barracão, Branca Bernardi, que recebeu a comitiva de Ivaiporã, no dia 22 de outubro.

Paraná: 5ª população carcerária

Conforme relatório do Infopen (Sistema Integrado de Informações Penitenciárias), divulgado, em 2015, pelo Ministério da Justiça, o Paraná possui a 5ª maior população prisional do Brasil, atrás apenas de São Paulo (219.053), Minas Gerais (61.286), Rio de Janeiro (39.321) e Pernambuco (31.510).

Os detentos estão espalhados em 35 unidades prisionais. Metade (19 unidades) enfrenta problema de superlotação, o que tem se agravado no Estado, apesar da construção de 18 unidades prisionais em 10 anos. No geral, a população carcerária no Brasil é de 607.731 presos – segundo o Infopen.

“Por isso, é muito difícil ressocializar presos condenados, principalmente devido às condições das penitenciárias. Nesse caso, não dá para contestar o índice de sucesso obtido pela Apac, que é de 90%. Portanto, vale a pena investir na Apac de Ivaiporã, que foi fundada, no dia 7 de outubro, cujos tramites legais encontram-se em processo para efetivação do método ressocializador”, concluiu o delegado Gustavo Dante.

Delegado Gustavo Dante explica como investiga crimes e analisa sistema prisional brasileiro, diferenciando cadeia, penitenciárias e método ressocializador da Apac
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Secretária do delegado, Poliana Ramos, auxilia durante apresentação da palestra
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Acadêmicas de direito e o escrivão da Polícia Civil, João Prado, marcam presença no plenário
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Alunos da Univale e o professor Valter Giuliano Mossini Pinheiro atentos aos temas
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Temas despertam interesse dos acadêmicos
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Dicas dadas pelo delegado são anotadas pelos acadêmicos
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Publicado em: 31/12/1969